Relembre tudo o que Trump falou sobre a fuga de Flávio Bolsonaro e sobre a eleição no Brasil

Relembre tudo o que Trump falou sobre a fuga de Flávio Bolsonaro e sobre a eleição no Brasil

Flávio Bolsonaro, Donald Trump e Lula
Montagem – Arte/g1
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi questionado mais de uma vez nos últimos sobre o resultado das eleições no Brasil e sobre a fuga do senador Flávio Bolsonaro para os EUA.
Em suas declarações, o republicano levantou suspeitas sobre o pleito, sem apresentar quaisquer provas, chegou a elogiar Flávio, mas disse não querer se envolver quando questionado sobre a carta divulgada pelo senador.
👉 As alegações de fraude eleitoral, divulgadas sem provas, contrastam com o resultado oficial confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que declarou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. O próprio PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconheceu o resultado das urnas, mas pediu esclarecimentos à Justiça.
Relembre abaixo tudo o que o republicano disse:
26 de outubro: Trump diz que gosta do Lula
Sem apresentar provas, Trump fala de ‘eleição fraudulenta’ no Brasil e que gosta de Lula
No dia seguinte ao 2º turno, Trump disse que a eleição no Brasil “pareceu mais uma eleição fraudada”, sem apresentar qualquer indício de irregularidade.
“Eu não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada”, afirmou Trump, sem apresentar nenhuma prova. “Para mim, pareceu muito ruim.”
Questionado por jornalistas se faria algo a respeito do resultado, Trump afirmou que “não governa o Brasil” e que gosta do presidente Lula.
“Eu não governo o Brasil. Eu governo os Estados Unidos. Gosto do Lula. Me dou muito bem com ele, mas a prorrogação concedida foi muito estranha.”
27 de outubro: sem provas, Trump volta a insinuar fraude
Trump faz campanha no Texas
Kevin Lamarque/Reuters
Trump voltou a insinuar, sem provas, que houve fraude na eleição no Brasil. A declaração foi dada durante um comício no estado do Texas.
“Os democratas são os maiores fraudadores de eleições, embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho nisso, não é? Vocês viram aquilo? Não foi nada legal. Eu não tomei partido, mas aquilo não pareceu nada bom”, afirmou Trump.
28 de outubro: Trump diz aprovar ida de Flávio aos EUA
Trump diz que aprova ida de Flávio Bolsonaro aos EUA
Na madrugada de quarta (28), quando a fuga de Flávio Bolsonaro já era notícia o redor do mundo, Trump afirmou que aprovava a ida do senador aos Estados Unidos.
“Bem, eu aprovaria. Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Ela tem recebido avaliações ruins. Veja o que aconteceu com o mercado deles”, afirmou Trump.
Horas antes, na noite de terça-feira (27), o Departamento de Estado dos EUA havia informado que concederia vistos a Flávio e que permitia a entrada dele com a família no país.
28 de outubro: Trump diz que não quer se envolver
Trump diz que ‘não vai se envolver’ e evita comentar carta de Flávio
Durante a tarde de quarta-feira (28), Trump evitou comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro em que o senador brasileiro se declarava ser o “líder do Brasil”.
Questionado por um jornalista se concordava com a afirmação, Trump respondeu que não queria se pronunciar sobre o assunto.
“Não vou comentar isso. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver”, afirmou.
Trump também disse acreditar que Flávio foi tratado de forma injusta no Brasil. Além disso, ele afirmou que ainda não conversou com o senador.
29 de outubro: Trump diz que falará com Lula
Trump diz que não se posicionou nas eleições a pedido de Lula
Na quinta-feira (29), Trump afirmou que não tomou partido nas eleições do Brasil a pedido do presidente Lula.
O presidente dos EUA também afirmou que falará com Lula, mas, novamente não disse se reconhece a vitória do presidente brasileiro. Questionado sobre quem, para ele, havia vencido as eleições no Brasil, ele respondeu que “não quero comentar isso agora”.
E voltou a criticar o pleito, que chamou de “vergonhoso”, sem apresentar provas.
“Não quero comentar isso agora, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro”, afirmou o presidente dos EUA. “Acompanhei a eleição. Não tomei partido. Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente (Lula) — o atual presidente — me pediu para não tomar partido. E eu não tomei. Mas, ao observar o que aconteceu no Brasil… bem, basta olhar para o mercado. O mercado despencou. Enfim, achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil”, disse.
👉 Nos EUA, Trump enfrenta uma eleição decisiva para o restante de seu mandato. No próxima terça (3), os americanos vão às urnas para renovar a Câmara e parte do Senado. Projeções eleitorais indicam que os democratas têm chances de conquistar o controle das duas Casas do Congresso. Diante desse cenário, o republicano já levantou dúvidas se aceitará o resultado das urnas. “Respeitarei, se forem eleições honestas”, afirmou Trump.
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